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USP desenvolve método simples
e rápido para diagnosticar dengue
Equipamento importado analisa saliva e dá resultado em cerca de 3 horas. Técnica convencional precisa de amostra de sangue e demora até 10 dias.
 Fonte: G1 

 


 


 


 


 


 


Um novo método para diagnosticar a dengue evita a retirada de sangue para exame laboratorial e acelera o diagnóstico, detectando o vírus na saliva. A técnica é testada na rede pública de saúde de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

O avanço resulta do trabalho de pesquisadores da USP, que descobriram novo uso para um equipamento importado que faz diagnóstico da nova gripe. Ele identifica o vírus influenza A (H1N1) na saliva, sangue ou urina e mostra na tela do computador a carga da infecção. Mas também funciona perfeitamente no diagnóstico da dengue, só com saliva. “Acreditamos que, em breve, já poderá ser implementado caso o sistema de saúde requeira nossos serviços”, estima Hugo de Aquino, professor da USP.

Quando um mosquito pica uma pessoa, o vírus entra na corrente sanguínea, busca uma célula, se multiplica e rapidamente se espalha pelo corpo. Mas a ação dos anticorpos só vai ocorrer entre o sete e dez dias depois de a pessoa ficar doente.

O exame mais comum para o diagnóstico da dengue precisa de uma amostra de sangue para ser analisada em laboratório. O resultado pode demorar até dez dias. “Antes disso, a produção vai ser muito baixa, o teste não vai detectar e pode dar um resultado falso negativo”, explica a bioquímica Regina Camossato.

No método novo, o vírus é identificado na saliva e não é preciso esperar pela reação dos anticorpos no sangue do paciente.

O novo método de diagnóstico pode ser um reforço na luta que muitas cidades brasileiras travam contra a epidemia de dengue. Como o vírus é detectado logo depois de a pessoa ser contaminada, é possível começar o tratamento mais cedo.

O resultado do exame pode sair em menos de três horas. “Tendo certeza daquele caso, você pode intervir mais precocemente e ficar mais atento às situações de risco a que a dengue expõe o paciente”, diz o pediatra Paulo Muccilo.
 


 



Notícia Postada em 29/04/2010 por: Urai On-Line

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